Deputados da oposição fizeram protesto no Plenário da Câmara dos Deputados contra a proposta da reforma administrativa. O ato aconteceu no mesmo dia da convocação de greve geral de servidores públicos também contra PEC 32/20. Os parlamentares levantaram cartazes com dizeres contra a proposta, que aguarda análise em comissão especial da Câmara.

O deputado Rogério Correia (PT-MG) chamou a proposta de “PEC do Desmonte” e afirmou que os servidores “estão de olho” no voto dos parlamentares e que os partidos de oposição estão unidos contra a reforma. De acordo com Correia, essa é uma reforma trabalhista do serviço público, nada tem a ver com a administração. “É a privatização do serviço público e a precarização do servidor público”, disse.

O parlamentar apontou que a intenção da PEC é esvaziar a administração pública e ampliar a influência política com o fim de concursos e outros pontos. Além disso, Rogério Correia disse que o texto tem impactos nos atuais servidores públicos, ao contrário do que se divulga.

Greve geral

Durante a sessão para analisar a proposta, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) destacou a manifestação de servidores públicos contra a proposta, já que foi convocada greve geral contra o texto. “Param suas atividades, ocupam as ruas em manifestações muito densas. Aqui mesmo, na porta da Câmara dos Deputados, eles gritam contra a reforma administrativa apresentada pelo governo por essa dupla Bolsonaro-Guedes. Eles constroem uma proposta de desconstrução do Estado brasileiro”, disse Jandira.

Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), a mobilização nacional pressiona o Parlamento contra e PEC. “Essa proposta de reforma administrativa – que não reforma nada, que não entrega nada à sociedade brasileira, que não trata da administração pública, apenas dá punição aos servidores públicos – precisa ser rejeitada”, afirmou.

O relator da proposta, deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), rebateu as críticas e cobrou iniciativas que busquem aprimorar o serviço público. Segundo ele, não há nenhuma proposta no sentido de qualificar o serviço público, defendendo aquele que é o mais importante em relação à reforma administrativa, que é o usuário. “A pessoa que está lá na ponta e que não aceita, não concorda e não aprova o serviço público”, afirmou.


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