G20: Paulo Guedes reforça compromisso do governo com a agenda de reformas
Ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Marcelo Casal Jr.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (19/8), durante a audiência pública da Comissão de Relações Exteriores do Senado, que o pagamento de R$90 bilhões em precatórios no Orçamento de 2022 não é viável e arcar com essa conta significa, necessariamente, cortar outras despesas essenciais.

“Vai parar Brasília se tiver que pagar isso com as leis vigentes”, disse Guedes em referência à PEC (Proposta de Emenda Constitucional) dos Precatórios, enviada pelo governo ao Congresso propondo o parcelamento dessas obrigações. “Se fizer reforma da Lei de Responsabilidade Fiscal ou fizer exceção para o teto é outra conversa. Mas com as leis vigentes eu só tenho um jeito de cumprir e ficar constitucionalmente dentro”.

Segundo o Ministro, a PEC foi concebida para “oferecer alternativas”. Ele afirmou que se ela não for aprovada pelos parlamentares, “não tem problema, vamos mandar Orçamento com 90 bilhões para precatórios e faltando dinheiro para tudo mais, inclusive salários”.

Guedes também comentou sobre a relação do Brasil com o Mercosul, e não poupou críticas ao bloco. Segundo ele, o país deve fazer um movimento “moderado, mas decisivo” na negociação pela redução da Tarifa Externa Comum (TEC), taxa de importação que todos os países do bloco precisam adotar, protegendo o mercado interno.

Para ele, o Brasil precisou adotar uma postura firme na negociação. “O Brasil é grande demais para ficar preso em uma gaiolinha. Ou nós modernizamos isso aí e transformamos em algo um pouco maior e mais dinâmico, ou vamos estourar a gaiola”, disse.


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