Guilherme Boulos. Fotos: PSOL/Divulgação.
Guilherme Boulos. Fotos: PSOL/Divulgação

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL), iniciou conversas na semana passada com PDT, PCdoB e a Rede visando a construção de uma aliança para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes em 2022.

Boulos teve um encontro com o presidente do PDT, Carlos Lupi, com a porta-voz nacional da Rede, a ex-senadora Heloísa Helena, e com o deputado federal Orlando Silva, uma das principais lideranças do PCdoB.

Um eventual acordo abriria a possibilidade do PSOL apoiar o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) para presidente da República em São Paulo (SP).

Recentemente, Guilherme Boulos manifestou publicamente seu desejo de ser candidato a governador. O anúncio surpreendeu o PT, que imaginava formar uma aliança com o PSOL que incluiria o apoio a Lula para presidente e ao ex-prefeito Fernando Haddad para o governo de SP.

Embora tenha sinalizado o apoio ao ex-presidente Lula (PT) no plano nacional, Boulos declarou que em SP ele não seria automático. Desde então, Boulos tem percorrido o estado de SP em encontros com lideranças sociais e políticas. Haddad vem fazendo o mesmo.

A possibilidade de o PSOL abrir um palanque para Ciro em SP não exclui a possibilidade de ter candidato próprio a presidente da República ou mesmo de apoiar Lula. Neste caso, o palanque seria aberto para os dois presidenciáveis.

Paralelamente aos movimentos de Guilherme Boulos visando fortalecer seu nome na disputa ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad também está com seu nome postado no tabuleiro, principalmente depois que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) o absolveu por unanimidade da acusação de prática de caixa dois nas eleições municipais de 2012, derrubando condenação de primeira instância que havia sido imposta.

No julgamento, o relator do processo na Corte, Afonso Celso da Silva, afirmou em seu voto que nos autos da causa não há provas suficientes para demonstrar que o ex-prefeito cometeu o suposto delito.

Também votaram favoravelmente a Haddad no caso os juízes Paulo Galizia, Marcelo Vieira, Mauricio Fiorito, Manuel Marcelino e Nelton dos Santos. O placar do julgamento foi de 6 a 0.

Apesar do desejo de Lula em unir as esquerdas em SP, há uma série de obstáculos pela frente. Recentemente, o PT anunciou que terá candidatura própria no maior colégio eleitoral do país. Tal anúncio levou o PSOL a procurar aliados em busca de uma aliança para Boulos, que assim como Haddad é pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes.


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