Brics: Brasil defende reformas e a iniciativa privada para o pós-pandemia

O caminho para o pós-pandemia nos países do Brics – o grupo de nações emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – exigirá reformas não apenas para restaurar o crescimento, mas também para apoiar uma economia verde e inovadora. Essa foi a posição defendida pelo Brasil durante a segunda reunião deste ano dos Vice-Ministros de Finanças e Vice-Presidentes de Bancos Centrais, na última terça-feira (27).

“É essencial continuar as políticas de apoio aos mais vulneráveis e os esforços de vacinação em massa, consolidação fiscal e reformas pró-mercado. Será necessária uma cooperação reforçada entre os Brics para ajudar as economias dos países-membros a lidar mais facilmente com a transição para um mundo pós-pandêmico”, afirmou João Luís Rossi, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint).

Segundo ele, a retomada das reformas estruturais, sobretudo a fiscal e a administrativa, as privatizações e o apoio temporário de curto prazo às empresas e aos mais pobres são medidas necessárias e complementares para “limitar o impacto de longo prazo da pandemia e garantir um caminho de crescimento forte e sustentável pela frente”.

Rossi ainda reforçou a importância da participação do setor privado em infraestrutura social. “Alavancar a participação do setor privado e outras fontes de financiamento inovadoras na prestação de serviços sociais deve permanecer como nossa principal prioridade”, frisou.


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Autor

  • Pedro é estudante de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, São Paulo, e participou da fundação da CNN no Brasil, trabalhando por um ano na emissora. Atualmente, direto da capital federal, cobre política e economia em O Brasilianista e na Arko Advice.