PoderData: Avaliação negativa do governo atinge 56%
Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse, em entrevista à TV Brasil na noite da última segunda-feira (19), que pretende vetar o aumento do fundo eleitoral, de R$ 5,7 bilhões, aprovado pelo Congresso. A quantia está prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e contou com voto de aprovação de vários governistas e também parlamentares da oposição.

O montante cresceu R$ 4 bilhões em relação às últimas eleições. Agora, cabe a Bolsonaro sancionar a LDO integralmente, parcialmente ou vetar o texto. “É uma cifra enorme, que, no meu entender, está sendo desperdiçada, caso ela seja sancionada. Posso adiantar para você que não será sancionada”, afirmou o presidente.

Bolsonaro disse que precisa conviver em harmonia com o Legislativo. Segundo ele, nem tudo é apresentado ao Legislativo é aprovado, assim como Bolsonaro afirmou que não quer obrigação de aceitar tudo que vem do Legislativo. “A tendência nossa é não sancionar isso daí em respeito ao trabalhador, ao contribuinte brasileiro.”

O presidente afirmou que com esse valor, seus ministros poderiam asfaltar todas as rodovias do Brasil ou levar água ao Nordeste. “O valor é astronômico. Imagina na mão do ministro Tarcisio esse dinheiro? Poderia ter concluído Porto-Velho-Manaus, que é anseio da população do Amazonas. Se esse recurso vai para a mão do ministro Rogério Marinho, do desenvolvimento regional, você pode concluir as obras de água para o Nordeste”, disse.

Para Bolsonaro, se o texto for sancionado como está, a verba será desperdiçada. Entretanto, mesmo que o presidente vete, cabe à base do governo no Congresso aprovar ou derrubar o veto.


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