Foto: Governo de SP/Divulgação

Em reunião nesta terça-feira (15), a Executiva Nacional do PSDB decidiu manter totalmente o modelo de primárias definido pela comissão de prévias do partido. Portanto, foi rejeitado o destaque apresentado pelo governador de São Paulo, e pré-candidato à presidência, João Doria.

O partido será dividido em quatro grupos, sendo que cada um terá peso de 25% sobre a decisão final. O primeiro grupo será formado por filiados sem mandato. O segundo por prefeitos e vice-prefeitos. O terceiro terá em sua composição vereadores e deputados estaduais e distritais. Já o quarto grupo será formado por membros do partido que foram eleitos a cargos de projeção nacional: governadores, vice-governadores, senadores e deputados federais, além do presidente nacional da sigla e os ex-presidentes. Confira todas as regras AQUI.

Com essa divisão, o poder da base partidária acaba diluído, fortalecendo o voto dos caciques tucanos. A mobilização de Doria era para dar maior poder aos filiados. Como São Paulo detém a maior parte deles, os tucanos paulistas teriam maior peso na decisão final.

Inicialmente, Doria defendia que todo voto dentro do partido tivesse o mesmo peso, mas acabou derrotado. Na última reunião, Doria havia apresentado uma sugestão para que metade do poder de decisão ficasse na mão da base partidária. Acabou vencido novamente.

Ainda assim, diversas alas do partido iniciaram uma forte campanha para mobilizar os correligionários de cada estado.

Além de Doria, são pré-candidatos o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (AM).