O governador de São Paulo, João Doria, anunciou que os estudos para a produção de vacinas sem depender de insumos vindos do exterior estão avançando. De acordo com o governador, em no máximo 100 dias serão apresentados resultados dos estudos da Butanvac, produzida pelo Instituto Butantan. A previsão é que em outubro a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) analise os resultados.

“Vamos continuar avançando na vacinação, agora que temos uma melhor situação diplomática com a China. Temos agora uma chanceler “normal”, equilibrada, sem promover conflitos desnecessários”, disse em entrevista à Arko Advice, nesta sexta-feira (11).

SP Pra Todos

O governador afirmou que a campanha São Paulo Para Todos está pronta e aguarda avanço da vacinação no estado. A retomada está prevista para o final do ano. A iniciativa tem o objetivo de incentivar a população de todo o país a visitar diversos destinos de São Paulo. “Está pronta, estocada. Faremos isso em conjunto às companhias aéreas e com o leilão dos 22 aeroportos regionais de São Paulo na B3, que deve ser realizado no dia 15 de julho. Serão dois lotes de 11 aeroportos”, disse.

Sabesp

O governo de São Paulo contratou a International Finance Corporation (IFC), braço privado do Banco Mundial (Bird), para fazer estudo sobre a possível privatização da Sabesp. Questionado sobre as negociações, Doria disse que não poderia se manifestar. “Temos regras determinadas pelo mercado. O governo de SP é acionista majoritário, então não posso me manifestar.”

Crise hídrica

De acordo com um monitoramento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), no mês de abril, seis dos sete mananciais que abastecem a região metropolitana do estado tiveram déficit de chuvas e os reservatórios tirem níveis semelhantes ao período pré-crise hídrica, em 2013. No entanto, João Doria garantiu que não há perspectivas de crises hídricas. “São Paulo teve uma crise hídrica no governo Alckmin. Essa crise nos preparou, com a interligação de bacias e outras medidas para evitar novas crises”, disse.