Ministro da Economia, Paulo Guedes, Ministro das Comunicações, Fábio Faria, Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira (PP - AL) e Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Ministro da Economia, Paulo Guedes, Ministro das Comunicações, Fábio Faria, Presidente da Câmara, dep. Arthur Lira (PP - AL) e Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Nesta semana deve ser instalada na Câmara dos Deputados a comissão especial que vai analisar a PEC 32/2020, que trata da Reforma Administrativa. É nessa comissão que os deputados podem sugerir uma gama maior de mudanças à proposta – e várias já estão na agulha. (Saiba mais sobre a tramitação AQUI) Também é na comissão especial onde haverá maior espaço a quem faz oposição ao projeto. Além de obstrução, também haverá forte pressão para que o projeto seja desidratado – cada deputado deve tentar proteger a categoria a que é relacionado. Contudo, lideranças do Congresso têm se preocupado com a falta de apoio que o projeto pode ter de quem deveria ser o maior interessado: o governo.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), chegou a intimar publicamente o governo para entre na batalha pela pauta que ele mesmo propôs. “É um questionamento que temos que fazer: se haverá vontade do governo para que façamos a reforma administrativa em um ano pré-eleitoral ou não. Precisamos ter clareza para que não haja gasto de energia em torno de uma proposta que pode ter iniciativa do governo pela não aprovação”, questionou, em evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Mais tarde, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda tentou remediar a situação, dizendo, em entrevista à CNN Brasil, que o presidente da República, Jair Bolsonaro, está sim empenhado na pauta.

Contudo, mesmo entre aliados do governo no Congresso a avaliação persiste. Em entrevista à Arko Advice, o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI) avaliou que a reforma deve sim avançar, não por vontade do governo, mas por conta do apadrinhamento dos presidentes da Câmara e do Senado.

“Algumas reformas estão acontecendo até passando por cima da vontade do presidente [da República]. Às vezes o presidente nem quer que essas reformas andem. A reforma administrativa, por exemplo, é algo que nós estamos exigindo que aconteça. Por vontade própria, o governo não teria tocado ela agora. O presidente Arthur Lira tem sido muito consistente e cobrado do governo. Vamos votá-la”, disse.