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Com um aumento de 25%, a corrente de comércio chegou a US$167,98 bilhões no acumulado do ano, o que demonstra que o superávit da balança comercial permanece em ritmo de alta (US$ 23,04 bilhões) até a segunda semana de maio, com uma subida de 63,5% pela média diária, na comparação com o período de janeiro a maio de 2020. 

Ainda segundo os dados divulgados nesta segunda-feira (17) pelo Ministério da Economia, as exportações este ano totalizam US$ 95,51 bilhões, com incremento de 28,7%; e as importações, US$ 72,47 bilhões e 20,5% de alta. 

Já no acumulado do mês, as exportações subiram 52,9% e atingiram US$13,39 bilhões; e as importações cresceram 60,9% chegando a US$8,59 bilhões. Consequentemente, a balança comercial teve um superávit de US$ 4,8 bilhões, subindo 40,4%, e a corrente de comércio somou US$21,99 bilhões, com alta de 55,9%. 

Na segunda semana deste mês, as exportações foram de US$7,094 bilhões; e as importações, US$ 4,21 bilhões, com uma balança comercial marcando um superávit de US$ 2,883 bilhões e uma corrente de comércio de US$11,304 bilhões. 

Quanto às exportações, nota-se um aumento de 52,9%, ao comparar a média diária até a segunda semana deste mês (US$ 1,339 bilhão) com a de maio do ano passado (US$875,99 milhões), puxado pelo crescimento nas vendas da indústria extrativista (96,9%), da agropecuária (56,4%) e dos produtos da indústria de transformação (34,9%). 

Essa subida das exportações deve-se sobretudo ao incremento nas vendas dos seguintes produtos da indústria extrativista: minério de ferro e seus concentrados (116,8%); óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (107,5%); minérios de alumínio e seus concentrados (99,9%); pedra, areia e cascalho (63,2%) e outros minerais em bruto (2,3%). 

Por sua vez, a indústria de transformação registrou um acréscimo nas vendas de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (147,1%); veículos automóveis de passageiros (1.411,9%); aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (1.052,3%); celulose (31,9%) e produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (66,9%). 

Nos produtos agropecuários, o aumento das exportações deve-se à alta nas vendas de soja (66,3%); algodão em bruto (62,1%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (39,4%); mel natural (90,3%) e matérias vegetais em bruto (57%). 

Quanto às importações, a média diária até a segunda semana de maio deste ano (US$859,32 milhões) foi 60,9% superior à média de maio de 2020 (US$ 534,1 milhões). Nessa comparação, subiram, em especial, as compras de produtos da Indústria extrativista (135,9%), da indústria de transformação (58,8%) e também da agropecuária (38,2%). 

A indústria extrativista teve um incremento nas importações, em especial, puxado por óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (+ 589,5%); gás natural, liquefeito ou não (+ 193,8%); carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (+ 14,8%);minério de ferro e seus concentrados (+ 416.113,6%) e fertilizantes brutos, exceto adubos (+ 124%). 

A indústria de transformação registrou uma subida das importações graças sobretudo às compras de óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (236,9%); válvulas e tubos termiônicas, de cátodo frio ou foto-cátodo, diodos, transistores (118,6%); partes e acessórios dos veículos automotivos (130,3%); equipamentos de telecomunicações, incluindo peças e acessórios (40,2%) e compostos organo-inorgânicos, compostos heterocíclicos, ácidos nucléicos e seus sais, e sulfonamidas (40,1%).

A agropecuária também registrou um acréscimo nas importações em razão da compra de trigo e centeio, não moídos (48,4%); soja (332,2%); pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (133,1%); milho não moído, exceto milho doce (1.016,9%) e látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (60,7%).