Foto: Humberto Pradera

De olho em uma das posições políticas mais cobiçadas do país, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) já discute internamente quem será o candidato do partido para o governo do Estado de São Paulo. De acordo com fontes consultadas pela Arko Advice, Jonas Donizette, ex-prefeito de Campinas e ex-presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), é um dos principais nomes do partido para o Palácio dos Bandeirantes em 2022. No pleito nacional, a sigla estuda Luiza Trajano, empresária e dona do Magazine Luiza.  

Donizette é visto com confiança entre as lideranças da PSB por ter ganhado relevância no cenário nacional no comando da FNP – como, por exemplo, na negociação por vacinas durante a pandemia da covid-19.   

À Arko, Jonas confirmou as negociações, mas disse que o governo do estado não é a única opção. “O Márcio [França] (ex-governador de São Paulo) e eu estamos negociando para ver quem encabeça a candidatura. Estou disposto a concorrer, também, ao Senado e até ao cargo vice-governador de São Paulo”.  

Contudo, como a Arko Advice antecipou, França é cotado para assumir cargos nacionais. Há negociações, por exemplo, para que o ex-governador seja o vice da chapa de Luís Inácio Lula da Silva nas próximas eleições presidenciais – ou, também, a liderança de um Ministério em uma eventual vitória de Lula. Estuda-se, ainda, lançar Márcio para uma vaga no Senado.  

Cenário nacional e PSB rachado 

No contexto nacional, o partido tenta se organizar e traçar a melhor estratégia para evitar uma eventual reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Contudo, a sigla está rachada. Há integrantes insatisfeitos com o PT e que defendem uma candidatura própria do PSB para presidente. Outros, contudo, buscam uma frente ampla da esquerda.  

Entre aqueles que o partido vem avaliando está a empresária Luiza Trajano. No entanto, de acordo com fontes da sigla, as negociações esfriaram nas últimas semanas. O nome de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, também é ventilado, mas o PSB admite que o magistrado não vem apresentando muito interesse.  

Em 2020, os PSB e PT disputaram a prefeitura de Recife. Ainda que João Campos, do PSB, tenha saído vitorioso, o episódio desagradou o outro partido de esquerda, que vê Pernambuco como parte do seu reduto eleitoral. 

“Ainda há muito chão pela frente. Estamos negociando. Talvez uma parte do partido terá de deixar suas insatisfações com o PT para que possamos seguir em nome dos interesses do Brasil: tirar Jair Bolsonaro da Presidência”, disse uma fonte do partido à Arko.