Uma das propostas prioritárias do governo Federal, a reforma administrativa, apesar de ter contabilizado atrasos, vem caminhando no Congresso Nacional. Na visão do analista político da Arko Advice, Cristiano Noronha, o texto deve ser aprovado até o final do ano.  

“Nunca é fácil aprovar uma reforma; são sempre negociações demoradas. No entanto, acredito na aprovação da reforma administrativa, mas só para o segundo semestre”, declarou, durante a live semanal da Arko, Política Brasileira. 

Segundo levantado pela Arko Advice na última semana, o relatório da reforma administrativa deve ser apresentado no próximo dia 14 de maio, data que marca o fim das audiências públicas na Câmara (eventos cujo objetivo é ouvir especialistas e autoridades acerca do tema).  

A data, contudo, não foi a primeira estabelecida. Inicialmente, de acordo com o relator do projeto, deputado Darci de Matos (PSD-SC), o documento seria entregue até o final do mês de março deste ano, mas o prazo não foi cumprido em decorrência da decisão da Câmara dos Deputados de focar a atenção em projetos de combate à pandemia. 

Em relação à reforma tributária, Noronha avaliou ser difícil que o projeto seja bem sucedido no Congresso Nacional. “O governo Federal, os estados e os municípios tiveram que gastar muito durante a pandemia; portanto, mexer nas questões tributárias após uma temporada como essa é muito difícil”, avaliou. 

No último final de semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou, por meio de suas redes sociais, que o relatório da reforma tributária deve ser apresentado na próxima segunda-feira (3).  

Tasso Jereissati, Michel Temer e 2022 

De acordo com o CEO da Arko, Murillo de Aragão, Tasso Jereissati e Michel Temer são uma possibilidade nas eleições presidenciais de 2022, todavia, ainda não há nada concreto. “Ambos são nomes muito experientes, com uma boa reputação junto ao mercado”, disse.  

Conversei com o Tasso antes da live: ele se mostrou à disposição para, caso seu nome seja escolhido pelo PSDB, concorrer em em 2022. Também estive em contato com o Temer, mas ele disse que não pretende se candidatar. De qualquer forma, eu não o descartaria”, afirmou.