Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 foi criada com o intuito de investigar a condução do governo Federal na pandemia do novo coronavírus. No entanto, de acordo com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, Bolsonaro não teme nenhuma investigação. A declaração foi feita à Arko Advice nesta sexta-feira (15). Faria participou de uma live exclusiva para clientes da empresa mediada por Murilo de Aragão, CEO da Arko.

“O governo não tem nada a temer nessa CPI. Ninguém errou de propósito na pandemia. Nem o presidente, nem os governadores, nem o STF. Bolsonaro tem uma boa relação com o Congresso e não quer deixar de ter”, disse.

Na visão de Fábio Faria, o governo está em sintonia com os congressistas. De acordo com o chefe da pasta das comunicações, o investidor pode ficar tranquilo quanto ao relacionamento entre os poderes. “Estamos numa relação saudável com o Congresso. Nos últimos dois meses tivemos uma agenda brutal que aconteceu, leilões, PL dos Correios, MP da Eletrobrás, Lei do Gás. Leilão do 5G vai acontecer. É um governo que vem atuando. Gostaria de dizer para o investidor que tem muito mais ruído do que realidade”.

O ministro também falou sobre o Orçamento 2021. Segundo Faria, o governo não vai estourar o teto de gastos “para fazer nada eleitoreiro”, mas terá que continuar negociando com o Congresso Nacional.

“O presidente da Câmara, Arthur Lira, está cobrando lealdade do governo em relação ao cumprimento do Orçamento. Essa intenção do governo de manter harmonia entre os Poderes também é importante. A saída que houver, levará em contas todos esses aspectos”, afirmou.

5G, PL dos Correios e planos futuros

De acordo com o ministro das comunicações, a instalação do 5G no Brasil e o PL de desestatização dos Correios estão avançando, e devem ter novos capítulos em breve. “O TCU julgará, em cerca de 30 dias, o edital do 5G. Em meados de julho, deve acontecer o leilão. Pretendemos levar o 5G para todos os municípios brasileiros, com no mínimo 600 habitantes, até 2028; também esperamos que o PL dos Correios seja votado, nas duas casas, ainda em 2021”.