G20: Paulo Guedes reforça compromisso do governo com a agenda de reformas
Ministro da Economia, Paulo Guedes. Foto: Marcelo Casal Jr.

Apesar de uma possível saída do ministro da Economia ser semanalmente ventilada por grandes jornais, Lucas de Aragão, analista de política da Arko Advice, avalia ser muito difícil que o chefe da pasta economia deixe o ministério neste momento. “Críticas existem, mas não vejo uma saída de Guedes”, afirmou. A declaração foi feita no último domingo (11) durante a live semanal da Arko, Política Brasileira.

“Mesmo com críticas de alguns parlamentares à condução de Guedes nas negociações do Orçamento 2021, o Ministério da Economia segue otimista como trabalho do chefe. Todos gostam muito de Paulo Guedes. Não dá para negar que existe pressão, mas, neste momento, uma saída é difícil”, disse.

Segundo Lucas, também não há mobilização do Centrão pela cabeça do ministro. “O Centrão não considera Paulo Guedes um indivíduo insubstituível, mas também não quer sua cabeça. Vejo que o ministro poderia sair caso sua pasta fosse desmembrada ou caso houvesse desrespeito ao teto de gastos, mas não acredito que nenhuma das possibilidades aconteça – pelo menos no curto prazo”, afirmou.

Pressão aumenta sobre Guedes

Acompanhando o presidente Jair Bolsonaro, Paulo Guedes participou de um encontro com empresários em São Paulo na última semana para, entre outros assuntos, debater o andamento da pauta econômica no Brasil.

De acordo com Lucas de Aragão, o entendimento dos investidores sobre a participação do ministro foi dúbio: a maioria não acredita mais em Guedes como no início do governo, mas ainda o vê como um protetor fiscal do Brasil.

“O mercado teme pela saída de Guedes. Afinal, os investidores o veem como um protetor do teto de gastos e das medidas fiscais do país”, disse.