O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) vai realizar um estudo técnico que vai medir o potencial eólico da costa brasileira entre os estados do Amapá e o Rio Grande do Norte. O acordo foi anunciado na última quarta-feira (9) durante reunião entre o ministro do MCTI, Marcos Pontes, e o senador Davi Alcolumbre (DEM- AP).
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Formada por cerca de 212 deputados de vários partidos, nasce na Câmara a Frente da Energia Renovável (FER), cuja finalidade é concentrar, no Congresso, os principais pleitos do setor, com mudanças legislativas que possam estimular o segmento.

Por meio da mobilização de parlamentares e da indústria, a geração de energia pelas usinas eólicas e solares passará a contar com essa frente para ampliar a participação dessas fontes no país. Além da produção eólica e solar, o grupo promete incluir entre suas prioridades a geração de energia pelo hidrogênio.

Dados do setor de energia renovável mostram que, diariamente, de cada grupo de cem casas que acende luz no Brasil dez usam energia eólica. Em tempos de ventos fortes, esse número sobe para 15. No mês passado, o senador Jean-Paul Prates (PT-RN) apresentou o PL nº 576/21, que cria um marco regulatório para futura exploração de usinas eólicas offshore, instaladas no mar, tecnologia ainda inexplorada no país.

Os parques eólicos offshore são mais caros e de construção mais complexa do que os localizados em terra firme e ainda dependem de regulamentação para serem atrativos. Estudos apontam que há grande disponibilidade de terrenos para construção dessas unidades de geração em terra antes da necessidade de avanço para o mar.

Ao longo da última década, o Brasil saiu do zero (referência em 2009) na geração de energia eólica e alcançou quase 17 gigawatts instalados, o equivalente a uma taxa em torno de 10% da matriz elétrica, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A energia solar, que até quatro anos era uma experiência casual na matriz elétrica, a cada ano aumenta sua expressão. O parque de geração solar conta com 4.440 plantas, respondendo por 8% da potência total do país, se considerados todos os projetos em operação, em construção e planejados, segundo a Aneel. A tendência das duas fontes é aumentar continuamente sua participação na matriz energética nacional.

Na semana passada, por exemplo, a Região Nordeste registrou o primeiro recorde deste ano em geração fotovoltaica, segundo monitoramento feito pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), entidade que acompanha a geração e o fornecimento de energia até as distribuidoras locais. Foram gerados 1.561 MW, o suficiente para suprir 14,4% da demanda de energia da região. A previsão é de que a geração fotovoltaica contribua com 2,3% da matriz energética nacional ao final deste ano.