Foto: Marcelo Casal Jr/ Agência Brasil

Pesquisa mostra que quanto maior for a transparência e o equilíbrio de forças entre os poderes de um Estado (Executivo, Legislativo e Judiciário, por exemplo), menor será o nível de corrupção. Esse modelo é conhecido como “Governança do Leviatã”, em referência à necessidade de manter vigilância sobre as atividades dos poderes. O levantamento foi feito por pesquisadores do setor de administração da Fundação Getúlio Vargas (EAE-SP) e publicado no jornal acadêmico “Public Management Review” em março de 2021.

A pesquisa aponta que para conseguir manter o Estado sob controle, seria necessário apostar em estratégias de transparência e prestação de conta, assim como a liberdade de mídia, o acesso fácil para todos às informações do governo e abertura orçamentária e de agências financeiras. Além disso, o levantamento afirma ser imprescindível que a sociedade deve participar do funcionamento estatal de forma livre e ética.

“Tanto nos países pobres quanto nos ricos, as práticas de anticorrupção devem se concentrar na representação legislativa, em um sistema de freios e contrapesos, sem interferência militar nos domínios econômico e religioso, para garantir a confiança da sociedade”, sintetizam os autores.

Os pesquisadores investigaram 164 países que continha mais de 2 mil dados observados por um período de 14 anos, levando à construção do chamado “modelo de Governança do Leviatã”, em referência à figura diabólica bíblica que para o autor clássico Thomas Hobbes simboliza o Estado.

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