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A economia brasileira gerou 260.353 postos de emprego em janeiro de 2021; o resultado é o melhor para o mês desde o início da série história em 1992 – ano em que o dado começou a ser contabilizado, ou seja, há 30 anos. No mesmo período de 2020, a geração de empregos havia ficado em 117.793. Os números foram divulgados pelo Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) nesta terça-feira (16).

“Estamos comprovando o potencial de emprego do Brasil; esses números atestam o sucesso das medidas aplicadas pelo Ministério da Economia com o governo Jair Bolsonaro”, afirmou Bruno Bianco, secretário especial do Ministério da Economia.

O saldo de janeiro de 2021 foi resultado de 1.527.083 admissões e 1.266.730 desligamentos, resultando em 260.353 postos de trabalho criados. Com os novos vínculos, o valor total de empregos formais no país chegou a 39.623.321.

Todos os setores da atividade econômica apresentaram crescimento no mês. O setor da Indústria foi o que contabilizou o maior número de contratações, com a geração de 90.431 novos postos de trabalho formais, seguido da seção de serviços, 83.686 formações de empregos e Construção, 43.498. A Agropecuária também apresentou saldo positivo, de 32.986, principalmente nas subclasses de “Cultivo de Maçã” (12.222) e “Cultivo de Soja” (9.194).

“Todos os setores da economia registraram aumento significativo em seus postos de trabalho. O potencial de formação de empregos no Brasil é muito grande, estamos satisfeitos com o resultado. O trabalhador brasileiro não pode ser escanteado durante uma crise” disse Bianco.

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Em janeiro de 2021, 24 das 27 Unidades da Federação (UF) registraram saldos positivos. O destaque foi para o estado de São Paulo, com 75.203 novos postos. Santa Catarina, com 32.077, e Rio Grande do Sul, com 27.168, foram outros estados com maior geração de empregos formais. Alagoas, Paraíba e Rio de Janeiro, com 198, 174 e 44 de saldo negativo, foram os únicos estados que perderam postos.

Benefício Emergencial

Segundo o secretário Bruno Bianco, os resultados foram consequência do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, que permitiu aos empregadores a redução proporcional de jornada de trabalho e de salário e a suspensão temporária do contrato de trabalho de seus empregados, garantindo ao trabalhador prejudicado o recebimento de Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm), a ser custeado com recursos da União.

O BEm, por meio do Programa Emergencial, esteve ativo até dezembro de 2020, mas permitiu que os empregadores reduzissem suas despesas no período e voltassem a realizar contratações posteriormente.

Dados do Ministério da Saúde atualizados até 31 de dezembro mostram que o benefício permitiu 20.119.858 acordos entre 9.849.116 empregados e 1.464.683 empregadores no Brasil.

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Segundo apuração da Arko Advice, o BEm deve ser reativado de forma geral em 2021. Considerado pelo ministro da economia, Paulo Guedes, como um “sucesso”, o programa está em fase final de elaboração e deve ser renovado nos moldes semelhantes aos determinados no primeiro texto.

Sancionado inicialmente em abril de 2020 pelo presidente Jair Bolsonaro por meio de uma Medida Provisória (MP), MP-936, o Programa virou Lei em julho do mesmo ano, com a aprovação do Congresso Nacional, mas teve fim no dia 31 de dezembro.

O governo estuda retomar o projeto com a instituição de uma nova MP. Dessa forma, o Programa passaria a funcionar de maneira imediata, e teria até 45 dias para ser votada pelo Congresso e, se possível, virar Lei.

No entanto, também há articulação para o retorno desse benefício entre os legisladores. O Projeto de Lei (PL) 6/2021, cuja autoria é do senador Rogério Carvalho (PT/SE), prevê o reestabelecimento do Programa por mais 180 dias. O texto já está sendo discutido no Senado.