Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Quando o presidente tomar a decisão sobre o Ministério, faremos uma transição. Enquanto isso, continuamos trabalhando”, afirmou o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sobre especulações a respeito de sua saída da pasta. Durante coletiva de imprensa para apresentar um balanço de ações de enfrentamento à pandemia, nesta segunda-feira (15).

No momento em que o Brasil enfrenta um dos momentos mais críticos por conta da crise causada pelo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro decidiu trocar o ministro da Saúde e já procura um substituto para o general.

Durante a coletiva, o ministro confirmou que Bolsonaro está sim pensando em substituição e cogitou a cardiologista Ludhmila Hajjar para o posto. “Enquanto isso, continua vida normal. Não estou doente e nem pedi para sair. Quando o presidente tomar a decisão dele, faremos a transição de forma correta. Nós não vamos parar nenhum minutos.”

Pazuello se colocou, ainda, à disposição para que a pasta não pare durante a transição. “Vou ajudar todos aqueles que passarem por aqui a dar continuidade na missão. Continuidade e não rompimento”, acrescentou.

Na tarde do último domingo (14), Bolsonaro se reuniu com a médica cardiologista Ludhmila Hajjar no Palácio da Alvorada. O nome dela foi indicado por deputados do Centrão, grupo de partidos da base aliada do governo na Câmara, para o lugar de Pazuello. O general deve deixar o governo nos próximos dias, com o país registrando uma média diária de mortes por Covid-19 superior a 2 mil.

Vacinação

A campanha de vacinação teve início no Brasil em 18 de janeiro de 2021 e, de acordo Pazuello, já foram disponibilizadas mais de 20 milhões de doses e cerca de 11 milhões de brasileiros foram imunizados. “Somos o quinto país no mundo na distribuição de vacinas. Essa semana entregamos mais de 5 milhões de doses produzidas aqui. Essa estratégia de produção no Brasil é nossa maior vitória”, afirmou.

Durante o pronunciamento, o ministro apresentou um levantamento com a expectativa de doses a serem entregues por cada laboratório que já fechou contrato com o Brasil. A promessa é de que no mês de março mais de 38 milhões de doses sejam entregues, alcançando a marca de 29 milhões de brasileiros imunizados. Até o final do ano, espera-se que 562.911.800 doses tenham sido disponibilizadas à população.

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