Laboratório da AstraZeneca que trabalha na produção da vacina. Foto: AstraZeneca

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (12/03), o registro da vacina da Fiocruz/Astrazeneca e do antiviral Rendesivir. Dessa forma, o imunizante e o antiviral Rendesivir podem ser usados amplamente no país. 

Para a vacina foram concedidos dois registros diferentes: um em nome da AstraZeneca, outro da Fiocruz. As duas empresas podem, assim, adotar estratégias diferentes de distribuição e comercialização do produto. Este é o segundo registro aprovado pela Anvisa. No dia 23/02 a Agência aprovou a vacina da Pfizer-BioNTech.  

Antes, as vacinas da Pfizer e da AstraZeneca haviam sido aprovadas para o uso emergencial por serem consideradas experimentais, mas com dados suficientes para justificar a aplicação durante uma emergência sanitária. Com o registro, os imunizantes passam a ter um atestado de que foram aprovados em exigências mais rígidas e comparáveis a outras agências reguladoras de saúde do mundo. 

Foto: Osnei Restio/Prefeitura de Nova Odessa

O registro também concede a prerrogativa de comercialização e distribuição, independente de ser para a inciativa privada ou pública. No entanto, as estratégias de negociação não fazem parte do escopo da Anvisa. 

No início de março de 2021, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto de lei 534/21 que permite empresas e entidades privadas comprarem vacinas contra a Covid-19. Os imunizantes devem ter registro, mesmo de forma emergencial, pelo órgão regulador brasileiro, e, caso adquiridos, parte deve ser doada para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Rendesivir 

Além de registrar mais uma vacina, a Anvisa aprovou o uso do medicamento Rendesivir; o primeiro medicamento com indicação aprovada para o tratamento da Covid-19 no Brasil.  Segundo o órgão, “a substância impede a replicação do vírus no organismo, diminuindo o processo de infeção”.  

O medicamento é injetável e será produzido pelo laboratório Gilead, o qual forneceu o registro, no formato de pó para diluição. Durante os estudos clínicos do produto no Brasil, não foram registrados eventos adversos graves com os voluntários. 

Os registros aprovados nesta sexta-feira (12) foram concedidos de forma condicional, mediante a assinatura de um termo de compromisso. Desta maneira, os laboratórios deverão continuar os estudos e apresentar os dados complementares sobre o produto ao longo de sua utilização. 

Em 2020, o remédio foi divulgado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defendido pelo imunologista Anthony Fauci. No mesmo ano, o Japão e o Reino Unido aprovaram o uso do medicamento em seus cidadãos.