Dep. Bia Kicis (PSL - DF). Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A deputada Bia Kicis (PSL-DF) acaba de ser eleita presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

A sessão foi tumultuada, com partidos da oposição negando o acordo feito entre os líderes governistas e o Centrão e argumentando que o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) deveria conduzir a votação, por ser o deputado mais velho presente.

O objetivo era viabilizar uma candidatura de esquerda, que acabou negada pelo deputado Mauro Lopes (MDB-MG), que presidiu a sessão. A esquerda deve recorrer da eleição.

Bia é criticada devido à sua postura crítica aos ministros do STF. Ela já chegou a defender o impeachment de ministros da corte e, em outro episódio, os chamou de “vagabundos”. Essas colocações despertaram, inclusive, a antipatia dos ministros do STF, que viram a indicação como uma afronta.

A deputada também é acusada de ser negacionista em relação a pandemia, criticando a obrigatoriedade do uso de máscara e as medidas de lockdown impostas por governadores.

Nas últimas semanas, Bia Kicis passou por um processo de tentar convencer os colegas de que poderia ter uma atuação isenta.

“Serei uma presidente da CCJ serena, democrática, inclusiva e firme. Cada parlamentar será ouvido”, disse, na sessão em que foi eleita.

A CCJ é considerada uma das comissões mais importantes da Câmara. É por ela que se inicia a tramitação de PECs dentro da Casa – será o caso da Reforma Administrativa. A expectativa do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), é que essa e outras Comissões Permanentes da Casa sejam instaladas nesta semana.