Ministro da Economia, Paulo Guedes e presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco. Foto: Edu Andrade/Ascom/ME

Apesar das lideranças do governo garantirem que vão lutar até o último minuto contra o fatiamento da PEC Emergencial, nos bastidores, alguns senadores governistas já avaliam que talvez precisem adiar a discussão das medidas de ajuste fiscal para garantir o Auxílio Emergencial.

“Eu quero que passe tudo porque nós precisamos, temos que correr com as reformas. Mas os senadores estão muito resistentes. Entendo que, para não termos uma derrota, vamos ter que ceder”, avaliou Soraya Thronicke (MS), vice-líder no PSL no Senado, à Arko Advice. Na análise da senadora, os itens que não tem relação com o Auxílio Emergencial podem ser retirados para serem analisados posteriormente.

Já o vice-líder do MDB, Marcelo Castro (PI), apesar de não descartar a possibilidade de que a PEC seja ainda mais fatiada, avalia que a retirada do fim do piso de investimento para saúde e educação facilitou a tramitação do projeto. “Retirado esse ponto, o resto a gente negocia”, disse.

Já o relator do texto, senador Marcio Bittar (MDB-AC), que deve apresentar uma nova versão do relatório nesta segunda-feira (1), demonstra discordar de um fatiamento. Em entrevista neste final de semana, Bittar declarou à GloboNews que a divisão da PEC “não tem o menor cabimento”. Segundo ele, “a derrota que aconteceu na quinta-feira (quando teve que abrir mão do fim do piso na saúde e educação) vai salvar o resto do texto”, pontuou.

Contudo, o formato final do projeto segue sob intensa negociação entre as lideranças. De acordo com o apurado pela Arko Advice, o líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE), cancelou todos os compromissos de sua agenda desta segunda-feira (1) para se concentrar no tema.