Foto: Everton Amaro/Fiesp

O presidente Jair Bolsonaro nomeou, na quinta-feira passada (19), o presidente da Federação da Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf (MDB), para o Conselho de República. Além de Skaf, integram o conselho o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), os líderes do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), e do Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), além do ministro da Justiça, André Mendonça.

A escolha de Paulo Skaf para o Conselho de República o aproxima ainda mais de Jair Bolsonaro. Adversário do governador de São Paulo (SP), João Doria (PSDB), assim como Bolsonaro, Skaf poderá crescer na bolsa de apostas como um potencial candidato vinculado ao bolsonarismo ao Palácio dos Bandeirantes em 2022.

Após ter disputado o cargo em três oportunidades – em 2010, foi candidato pelo PSB e obteve 4,57% dos votos válidos; em 2014, concorreu pelo MDB e conquistou 21,53%; e em 2018, obteve 21,09% – Paulo Skaf continua acalentando o sonho de ser governador do maior estado do país. No ano passado, chegou a ser cogitado para concorrer a prefeito de SP, mas não quis ser candidato.

Como conquistar SP do PSDB, partido que comanda o estado desde 1995, está entre os objetivos estratégicos de Jair Bolsonaro para 2022, Paulo Skaf desponta como um potencial candidato. Além de ser filiado a um partido com estrutura e tempo de TV, Skaf conta com a máquina da FIESP ao seu lado, isso sem falar no recall acumulado nas eleições de 2010, 2014 e 2018.

Diante do desgaste que João Doria acumula em SP, Skaf aparecer como uma alternativa de poder do campo bolsonarista. Mesmo que tenha obstáculos importantes pela frente como, por exemplo, o candidato do PSDB e o ex-governador Márcio França (PSB), que deve ser novamente candidato, Paulo Skaf será um ator importante na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, principalmente se tiver o respaldo de Bolsonaro.

Embora a escolha de Skaf para o Conselho da República não guarde relação direta com uma eventual candidatura sua a governador, é inegável que a proximidade com o Palácio do Planalto – leia-se Jair Bolsonaro – intensificarão os rumores sobre a candidatura de Skaf a governador tendo o apoio de Bolsonaro contra o PSDB.