Foto: Luis Macedo / Câmara dos Deputados

Na medida que a candidatura de Arthur Lira (PP-AL) à presidência da Câmara vai se fortalecendo, aumenta a preocupação dos deputados que se aliaram a Baleia Rossi (MDB-SP) sobre qual será o papel de seus partidos nos próximos dois anos.

O movimento de debandada observado primeiro no PSL ameaça a crescer nos últimos três dias antes das eleições. Como divulgado hoje mais cedo pela Arko Advice, nesta quinta-feira (28), deputados dissidentes do DEM começam a coletar assinaturas para que o partido se alie a Lira, visando conseguir uma das secretarias da Mesa Diretora. A estratégia será traçada em jantar na noite de hoje.

Fortalece o movimento a fala do presidente do partido, ACM Neto, de que não iria “fuzilar” os dissidentes. A declaração foi dada em entrevista ao site Congresso em Foco.

O movimento do PSL e do DEM inspira, inclusive, deputados de outras siglas que, no início da campanha queriam se aliar a Lira mais foram barrados pelos diretórios nacionais dos partidos. É o caso do PSB e do Solidariedade. Apesar de ainda não haver decisão, os deputados que querem se aliar ao candidato pepista já estudam qual seria a legitimidade de um movimento pró-Lira, chegando a pedir conselhos aos líderes da dissidência no DEM e no PSL.

O entendimento de deputados ouvidos pela Arko Advice é que listas devem aparecer nos bastidores da Câmara nos próximos dias, como forma de pressionar os diretórios nacionais a autorizar a mudança de bloco, evitando que o racha seja ainda mais exposto publicamente. Portanto, a existência das listas de dissidentes só deve aparecer na superfície caso haja resistência do partido e uma maioria clara em prol de Lira.