Foto: Tomaz Silva

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) se manifestou, nesta quarta-feira (20), contra uma possível paralisação dos caminhoneiros, prevista para o dia 1º de fevereiro. O Ministério de Infraestrutura já descartou a possibilidade de uma greve. À Arko Advice, assessores do MInfra disseram ontem (19) que o governo não trabalha com essa pauta.

A CNTA entende que apesar das dificuldades dos caminhoneiros, este não é o momento ideal para uma paralisação, principalmente, em virtude da delicada realidade que o país está passando.

Para Confederação, uma paralisação, neste momento pode acarretar aglomeração e aumentar o risco de contaminação dos caminhoneiros, familiares e da população em geral.

Além disso, uma greve afetará a circulação de mercadorias, produtos farmacêuticos, alimentos e insumos para indústria, comércio e agricultura, o que pode impactar significativamente no combate e tratamento da doença.

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A CNTA destaca ainda, entre os motivos para não haver paralisação das atividades, o cenário positivo para o transporte rodoviário de cargas e para o transportador autônomo; o início da safra de soja com aumento de área de 3,4%; o aquecimento do mercado de vendas de caminhões novos e usados e o bom diálogo do setor com o governo federal.

“Portanto, é preciso que haja responsabilidade na divulgação sobre uma paralisação, pois tal decisão pode causar instabilidade e insegurança na categoria e na população de modo geral”, diz a nota da entidade nacional dos transportadores autônomos.