O Reino Unido começou nesta terça-feira (5) seu terceiro lockdown para impedir o avanço da COVID-19 no país. O primeiro-ministro Boris Johnson disse em anúncio que as próximas semanas serão as mais difíceis. “Nossos hospitais estão sob mais pressão pela Covid do que em qualquer momento desde o início da pandemia”, disse.

O país vem sofrendo com uma variante mais contagiosa do coronavírus. Só na Inglaterra, por volta de 27 mil pessoas estão internadas. O número é 40% maior que o registrado no então pico da pandemia em abril. O governo britânico aponta também que o Reino Unido atingiu outro recorde diário de casos da doença, com 58.784 novos infectados.

No novo lockdown, as escolas deverão fechar novamente e migrar para o ensino remoto até pelo menos fevereiro. Restaurantes, bares e cafés podem funcionar apenas para sistema de entrega ou retirada de alimentos. As pessoas estão apenas autorizadas a sair de casa em caso de necessidades médicas, aquisição de alimentos, prática de exercício físico e trabalho presencial (se este for indispensável).

Esta é a terceira vez que o país realiza a quarentena restritiva. A primeira vez ocorreu em março/abril, e a segunda, no mês de novembro.

O país está aplicando duas vacinas contra a COVID-19. A vacinação do imunizante produzido pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech começou em dezembro, e a produzida pela Universidade de Oxford com a AstraZeneca teve início na segunda-feira (4).