Foto: Pedro França/ Agência Senado/JC

A sessão deliberativa da quarta-feira (16) foi a última de Davi Alcolumbre como presidente do Senado, e vários senadores aproveitaram para parabenizá-lo pela gestão nos últimos dois anos. Davi foi eleito presidente em 2019, no pleito mais disputado que o Senado já teve: ele concorreu com outros cinco candidatos e recebeu 42 votos, apenas um a mais do que a maioria absoluta necessária para a vitória. Ele não pode ser candidato à reeleição.

Os parlamentares destacaram que Davi soube transformar o clima acirrado daquela eleição em um clima de diálogo com todos os colegas. A senadora Kátia Abreu (PP-TO) afirmou que o presidente foi uma “grande surpresa” e admitiu que o apoiaria para um segundo mandato, se isso fosse possível.

— Muito obrigada por ter sido muito correto com todos aqueles que não votaram em você. No dia seguinte, você já não se lembrava mais disso. Eu não fui discriminada nesta Casa por não ter votado em você. Que esse exemplo do Davi sirva de cópia para os políticos do Brasil.

Kátia Abreu protagonizou um dos episódios mais tensos da eleição de 2019, quando tomou das mãos de Davi Alcolumbre uma pasta de documentos enquanto ele conduzia a sessão de votação. Davi comandava os trabalhos por ser o único remanescente da Mesa da legislatura anterior que continuava no mandato, mas Kátia e outros senadores argumentavam que, como candidato, ele não podia presidir a eleição.

Os discursos também destacaram positivamente a idade de Davi Alcolumbre, que é o presidente mais jovem do Senado desde que a Casa passou a eleger o seu presidente, na década de 1960. Ele assumiu o cargo com 41 anos.

Para o senador Antonio Anastasia (PSD-MG), que acompanhou Davi como 1º vice-presidente do Senado nos últimos dois anos, observou que o colega demonstrou experiência e empenho.

— O jovem se revelou na verdade um grande guerreiro, revelou-se um combatente pelo equilíbrio e sobretudo pelo interesse público e pelo bem da nação.

Já o líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou ter sido um “privilégio” trabalhar ao lado de Davi e também ressaltou que o presidente o surpreendeu positivamente.

— Eu tenho o privilégio de poder dizer que trabalhei dois anos como líder do governo ao lado de um jovem presidente do Congresso Nacional que confirmou, através do seu trabalho, do seu talento, que tem um lugar reservado na história do Senado Federal.

O senador Carlos Fávaro (PSD-MT) lembrou que não estava no Senado quando Davi foi eleito presidente — ele assumiu o mandato após afastamento da ex-senadora Juíza Selma, já em 2020 — mas acompanhou a chegada do colega à Presidência e a sua evolução no cargo.

— Cheguei a esta Casa no dia em que votávamos o ‘Orçamento de guerra’ para enfrentar pandemia. Ali já não havia mais o jovem determinado e obstinado; já havia um grande líder cuidando do Congresso Nacional.

Fonte: Agência Senado