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O ministro das Comunicações, Fabio Faria, chamou os presidentes das principais operadoras de telefonia do país para uma reunião na terça-feira (8), para que cada lado expusesse as “preocupações” relacionadas ao leilão da rede de 5G.“Resolvi fazer essa reunião porque têm saído muitas especulações na imprensa. Muita gente falando sobre o tema, muitas notícias que são inverídicas”, disse.

O ministro contouque, após audiência com o presidente Jair Bolsonaro, ficou decidido que o tema será tratado no governo exclusivamente por sua pasta e pela Presidência. “Este será o fluxo desse assunto”, ressaltou Faria. “O que mais atrapalha são as declarações e as notícias que saem, muitas vezes plantadas.”

Ao participar de evento em São Paulo, no início da semana passada, o vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que “começa a tomar forma” no governo a ideia de permitir a participação da empresa chinesa Huawei no fornecimento de equipamentos 5G. A possibilidade de proibir a compra de seus equipamentos pelas operadoras dividiu o governo. Indagado sobre a declaração do vice-presidente, Fariarespondeuque ele “tem prerrogativas de poder falar sobre qualquer assunto” por ser o vice-presidente.

Ao participar, na quarta-feira, de evento on-line promovido pelo Correio Braziliense sobre os ganhos que o país terá com a nova rede, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Leonardo de Morais, confirmou a realização do leilão no fim do primeiro semestre de 2021.

Para o dirigente da Anatel, este será o edital mais complexo da história da agência. “Não queremos que seja apenas um edital ligado a aspectos arrecadatórios nemsó tecnológico. Queremos oferecer muito mais resultados positivos com a expansão da infraestrutura e oferecer uma redemocratização da rede”, declarou.