Balança comercial brasileira registra alta de 49,3%
Foto: APPA

O ano de 2021 poderá ser um ano de retomada econômica, o cenário mundial está otimista com a expectativa das vacinas, de diversos países, e a superação da pandemia do Covid-19, principalmente para o segundo trimestre do próximo ano.

Todos os países aguardam a vacina para 2021, porém junto com a vacina, se apresentam também os desafios logísticos, uma vez que vários países são sensíveis à altas temperaturas e outras diversas peculiaridades necessárias para sua armazenagem, transporte e distribuição. É fato que existe uma correlação entre a recuperação econômica mundial e a imunização.

O relatório econômico divulgado pela OCDE na semana passada prevê que o PIB mundial crescerá 4,2% em 2021, justificado pelos bancos centrais serem possibilitados de manter uma política monetária e de crédito fortemente expansionista, com taxas de juros reais negativas e recompras de ativos.

A previsão da OCDE conta com um crescimento do PIB dos EUA e da Europa de 5% e 5,5%, e com a China em uma ascensão de 8%; sobre a inflação mundial, a previsão é que seguirá estável por volta de 2,5% em 2021, ficando abaixo da meta de 2% nos EUA e na Europa.

O presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), Marcos Troyjo, apontou, recentemente, que acredita que o fluxo de investimentos dos próximos anos, sejam, majoritariamente, por meio de acordos comerciais. Dessa maneira, o Mercosul se torna cada vez mais importante para o fortalecimento econômico do Brasil.

A posse de Joe Biden também se apresenta como uma oportunidade para o Brasil no próximo ano, principalmente ao se basear em um diálogo mais pragmático e menos ideológico, favorecendo o comércio entre os dois países. Os Estados Unidos da América são a maior economia do mundo e o segundo maior parceiro comercial do Brasil (em Importação e Exportação), atrás apenas da China.

A fórmula para a recuperação do crescimento e a redução do desemprego no Brasil, por mais simples que seja, não é fácil. Estará baseada em uma boa condução das políticas de saúde pública e econômicas, incluindo a execução das reformas, e o comércio exterior terá participação nessa retomada.

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Escritor, Jornalista e Cientista político, com foco em Accountability, formado pela Universidade de Brasilia. Pós-graduado em Relações Institucionais pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Especialista em Processo Legislativo Federal e Ética e Administração. Exerce a função de analista político na Arko Advice, com dez anos de experiência, atua com o desenvolvimento de estratégias, mapeamento de stakeholders, consultoria e na elaboração de análises setoriais.