Um dos favoritos de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, o deputado Aguinaldo Velloso Borges Ribeiro (PP-PB), ocupa cadeira na casa desde 2011.

Ribeiro tem ganhado notoriedade nos últimos anos pela atuação a favor das reformas macroeconômicas no Congresso. Chegou a ser líder do governo na Câmara durante a gestão Michel Temer, posição que ocupou por cerca de um mês. Atualmente, sua principal atuação é como relator da Reforma Tributária.

Frequentador da Igreja Batista, Ribeiro faz parte da bancada evangélica na Câmara dos Deputados. Contudo, é visto como moderado pelos colegas, o que evita que perca o apoio de Maia. O atual presidente da Câmara defende que o candidato do grupo não coloque em votação projetos que fazem parte da chamada “pauta de costumes”, defendida por Bolsonaro.

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No governo de Dilma Rousseff, atuou como ministro das Cidades. A participação no governo petista tem sido usada como argumento da capacidade do deputado dialogar com a oposição. Por outro lado, Ribeiro é do Progressistas, mesmo partido do principal adversário do grupo de Maia: Arthur Lira (AL).

Antes de Lira, Ribeiro atuou como líder do PP na Câmara.

Trajetória política

A carreira política de Aguinaldo Ribeiro teve início na Paraíba, onde foi deputado estadual por dois mandatos. Ele veio de uma família influente de políticos paraibanos. É filho de Enivaldo Ribeiro, que foi presidente regional do PP, deputado federal e estadual, além de prefeito de Campina Grande (PB). Hoje, Enivaldo é vice-prefeito da cidade. A mãe de Aguinaldo, Virgínia Velloso Borges foi prefeita do município de Pilar (PB). Aguinaldo também tem uma irmã no Senado Federal: Daniella Ribeiro, líder do PP na casa.

Polêmicas

Durante o governo Dilma, Ribeiro foi acusado de usar a posição privilegiada para alavancar a carreira política de familiares. Reportagem do jornal O Estado de São Paulo mostrou atuação do deputado para direcionar ações do programa Minha Casa, Minha Vida ao município de Pilar (PB), que era administrado pela mãe do parlamentar.

Ribeiro também respondeu na justiça por supostas irregularidades na Secretaria de Agricultura da Paraíba. O processo acabou arquivado pelo STF.

Além de compartilhar o mesmo partido do rival Arthur Lira, Aguinaldo Ribeiro também está ao lado do colega na lista de parlamentares que são réus no STF por conta da Operação Lava Jato. A denúncia, aceita em 2019, é de que os parlamentares teriam relação com indicados políticos que se valeram do cargo para desviar recursos da Petrobras para deputados do PP.

Principais defesas e opiniões

>> Contra nova CPMF. Como relator da reforma tributária, Ribeiro descarta a possibilidade de se criar um novo imposto sobre transações como forma de sustentar uma desoneração ampla na folha de pagamentos. “ Criar um imposto específico é muito temerário. Nós temos condições de construir, com diálogo e com os próprios entes [federados], uma saída alternativa à CPMF”, argumenta. Em outro momento, a ideia de um novo imposto é “medieval”.

>> Manutenção do Teto de Gastos. Assim como os outros principais candidatos, Aguinaldo Ribeiro é contra a flexibilização do Teto de Gastos. Ele foi um dos articuladores da PEC do Teto durante o governo Temer. Recentemente, falou sobre a questão em entrevista ao Valor Econômico: “Me parece um contrassenso, depois de construir teto de gastos, tentar permitir um descompromisso com a responsabilidade fiscal”.