Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

De acordo com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, se houver aprovação emergencial de uma vacina contra a covid-19 pela Anvisa e se as doses estiverem disponíveis, o Brasil pode começar a aplicar a vacina entre dezembro e janeiro deste ano. A fala do ministro foi durante uma entrevista à CNN Brasil, em que divulgou a existência de um Plano Nacional de Imunização.

Segundo Pazuello, além da aprovação emergencial pela Anvisa, a vacinação antecipada só poderá acontecer se doses forem entregues de forma antecipada.

Atualmente, o Brasil aposta em três medicamentos para viabilizar uma vacinação em massa da população. O plano com mais atenção do governo atualmente é comprar as vacinas das farmacêuticas Pfizer e BioNTech, que já são aplicadas na população do Reino Unido. O governo Brasileiro negocia a compra de 70 milhões de doses, mas a expectativa é que as vacinas sejam entregues somente em janeiro. Para especialistas, a distribuição dessa vacina seria mais difícil, já que precisa ser armazenada e transportada a temperaturas muito baixas: -70 ºC.

O Brasil também avança para aprovar a aplicação da vacina que é produzida pela Fiocruz, em parceria com a universidade de Oxford e com a farmacêutica AstraZeneca. Em reunião com governadores na terça-feira (8), Pazuello avaliou que esse medicamento só ficaria disponível no final de fevereiro. O Brasil tem garantidas 100 milhões de doses desse medicamento.

O Brasil também participa do projeto da Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que deve garantir ao Brasil 70 milhões de doses da vacina que for aprovada pela entidade.

Paralelamente, o Governo do Estado de São Paulo também atua, por meio do Instituto Butantan, no desenvolvimento da vacina CoronaVac, da farmacêutica chinesa Sinovac. A vacina já tem sido procurada por governos estaduais e municipais e, segundo Pazuello, após aprovação da Anvisa, a compra pelo governo federal não está descartada.