Marcos Brandão/Senado Federal

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de barrar uma tentativa de reeleição do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cuja vitória já era tida como certa, teve início uma corrida dos partidos para viabilizar candidatos próprios. Nesta segunda-feira (7), o PSDB lançou o nome do senador Tasso Jereissati (CE). O partido tem sete senadores, mas o bloco formado com o PSL, chega a nove membros.

O MDB, embora não tenha reunido sua bancada para debater a sucessão, também reivindica o comando da mesa diretora por ser o maior partido do Senado, com 13 senadores. E quando se junta com o PP (7) e o Republicanos (3), o bloco “Unidos pelo Brasil” conta com 23 senadores, quase 1/3 da Casa.

Quatro nomes do MDB devem disputar a vaga internamente: o líder do partido, Eduardo Braga (AM); os líderes do Congresso e do governo o Senado, Eduardo Gomes (TO) e Fernando Bezerra (PE), respectivamente; e a presidente da CCJ, Simone Tebet (MS).

Informações de bastidores dão conta de o senador Eduardo Gomes é o preferido de Bolsonaro. Nesta segunda-feira, Gomes e o presidente da República até se encontraram para uma conversa.

Questionado pela imprensa, o líder Eduardo Braga não deu uma resposta definitiva. “Decisão do STF se cumpre ou se recorre. Nossa bancada não se reuniu ainda”, afirmou.

Para o Palácio do Planalto, é natural que o MDB pleiteie o cargo de Alcolumbre, uma vez que o partido possui a maior bancada na casa.

Na última eleição, disputaram a indicação do partido a senadora Simone Tebet (MS) e Renan Calheiros (AL), sendo o último derrotado por Alcolumbre.