O presidente da Câmara, Rodrigo Maia e o ministro da economia, Paulo Guedes, após a reunião no ministerio.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) reagiu à proposta do ministro Paulo Guedes de não enviar ao Congresso uma meta fixa para o resultado das contas públicas de 2021. Dizendo estar impressionado com o plano do governo, Maia afirmou que essa é uma invenção do ministro da Economia.

“Primeiramente, fizeram uma promessa que iam acabar com déficit primário, agora, não querem meta para não ter que organizar contingenciamento. Isso é uma sinalização muito ruim”, disse Maia ao chegar à Câmara na manhã desta quinta-feira (3).

Para ele, o Congresso tem que aprovar a LDO com uma meta, “Que o governo diga qual é a tendência, que haverá sempre o risco pela incerteza, de que a meta será restabelecida durante a execução orçamentária. Mas, não ter meta ou uma meta flexível é uma jabuticaba à brasileira”, criticou Rodrigo Maia.

Sobre o PIB de 7,7%, divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (3), abaixo da previsão dos analistas econômicos, Rodrigo Maia também criticou: “Isso mostra o tamanho da desorganização do governo”.