Deputado Ricardo Barros (PP-PR) Foto: Marcos Corrêa/PR

O programa social planejado pelo governo federal para suceder o Auxílio Emergencial e substituir o Bolsa Família deve ser aprovado em dezembro, da forma que for possível. O aviso é do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), ex-ministro da Saúde, em entrevista exclusiva à Arko Advice.

De acordo com o deputado, o plano do governo é viabilizar a votação na Câmara dos Deputados de uma série de projetos de interesse da Economia logo após as eleições municipais.

Com relação à prorrogação do estado de calamidade pública, sem chances

Ricardo Barros

“Na Câmara, pretendemos votar [até o fim do ano] quase tudo o que há para votar: autonomia do Banco Central, nova lei de câmbio, pelo menos a urgência. E queremos votar a parte da reforma tributária, da administrativa e da cabotagem que está trancando a pauta”, avaliou.

Confira a entrevista completa:


Após a derrubada do veto da desoneração da folha de pagamento, o governo pretende questionar a lei na Justiça? E como estão as negociações em torno da votação do veto do saneamento?

Sobre a questão da desoneração, o veto foi derrubado, mas vejo óbice jurídico para a sua implementação. O ministro [da Economia] Paulo Guedes tem determinação de resolver e, assim que terminar a eleição municipal, ele pode fazer uma proposta para resolver a questão, obviamente não só para esses 17 setores, mas para todos. No caso do veto do saneamento, a determinação na Câmara é manter o veto. E há uma exigência do Senado de que ele entre no pacote de acordo para ser derrubado. Trabalho na tese de manter o veto do saneamento e os três últimos leilões mostram que estamos certos.

O que será possível a Câmara votar até o fim do ano? Será possível prorrogar o estado de calamidade pública? E o Renda Brasil, será aprovado até o recesso?

Na Câmara, pretendemos votar quase tudo o que há para votar: autonomia do Banco Central, nova lei de câmbio, pelo menos a urgência. E queremos votar a parte da reforma tributária, da administrativa e da cabotagem que está trancando a pauta. Com relação à prorrogação do estado de calamidade pública, sem chances. E o Renda Brasil será aprovado em dezembro com os recursos possíveis.

Se [o presidente] Rodrigo Maia não concorrer, os mais cotados para a presidência da Câmara são Arthur Lira, Aguinaldo Ribeiro, Baleia Rossi e Marcos Pereira. Como está essa corrida?

Se o Rodrigo Maia não concorrer, estará entre os quatro nomes citados. Arthur Lira é candidato e o Maia pode apoiar um dos outros três nomes. Mas isso só vai ficar mais claro quando Maia escolher o seu candidato. E, quando isso acontecer, ele vai perder outros que têm expectativa de ser. Aí vamos ver como é que fica a equação.