Foto: Governo de São Paulo

O crescimento registrado por Bruno Covas (PSDB) nas últimas pesquisas praticamente o garante no segundo turno. Desde o início de outubro, Covas ganhou sete pontos percentuais (ver tabela abaixo). Celso Russomanno (Republicanos), que chegou a liderar a disputa, entrou numa forte trajetória de queda e pode, assim como ocorreu em 2012 e 2016, novamente ficar fora do segundo turno – desde o final de setembro, Russomanno perdeu 11 pontos.

CANDIDATOS 23 a 24/09 (%) 05 a 06/10 (%) 20 a 21/10 (%) 03 a 04/11

(%)

Bruno Covas (PSDB) 20 21 23 28
Celso Russomanno (Republicanos) 29 27 20 16
Guilherme Boulos (PSOL) 9 12 14 14
Márcio França (PSB) 8 8 10 13
Jilmar Tatto (PT) 2 1 4 6
Arthur do Val (Patriota) 2 3 4 4
Joice Hasselmann (PSL) 1 1 3 3
Andrea Matarazzo (PSD) 2 2 2 3
Levy Fidelix (PRTB) 1 2 1 1
Marina Helou (Rede) 1 1 1 1
Orlando Silva (PCdoB) 1 1 1 1
Branco/Nulos 17 12 13 9
Indecisos 4 4 3 3

*Fonte: Datafolha

A queda de Russomanno combinado ao crescimento de Guilherme Boulos (PSOL) e Márcio França (PSB) acirrou a disputa entre esses três candidatos. Boulos, que estava crescendo, ficou estagnado na sondagem. E Márcio França (PSB), embora tenha oscilado dentro da margem de erro – três pontos percentuais para mais ou para menos – cresceu cinco pontos desde o início de outubro e pode chegar ao segundo turno.

Nesta acirrada disputa, joga contra Russomanno o fato de sua rejeição ser muito elevada (47%). Nesse quesito, França (14%) é menos rejeitado que Boulos (22%), o que sugere um espaço maior de crescimento.

Porém, o candidato do PSOL tem um voto mais consolidado. Boulos tem 12% das intenções de voto na menção espontânea – Russomanno tem 8% e França aparece com 7%. Outro aspecto favorável a Boulos é o fato de apenas 6% de seus eleitores ainda admitirem mudar de voto. Entre os eleitores de Russomanno esse índice é de 13%. E entre os eleitores de França, 18% ainda podem mudar de voto.

Apesar desses aspectos jogarem a favor de Guilherme Boulos, o cenário está indefinido, pois não sabemos se Celso Russomanno continuará caindo nem qual será a intensidade do crescimento de Márcio França na reta final.

Apesar da queda registrada nos últimos levantamentos, Celso Russomanno ainda leva vantagem sobre seus concorrentes no segmento com renda mensal de até dois salários. Nessa faixa de renda, Russomanno oscilou apenas um ponto percentual para baixo (25% para 24%). Guilherme Boulos baixou de 9% para 8%. E Márcio França cresceu quatro pontos (7% para 11%).

Na faixa de dois a cinco salários, Russomanno perdeu seis pontos (17% para 11%), Boulos ficou estável 16% e França subiu dois pontos (12% para 14%).

Entre quem possui renda de mensal de cinco a dez salários mínimos, Russomanno passou de 10% para 11%. Boulos cresceu quatro pontos e agora tem 24%. E França ganhou três pontos e soma 15%.

O melhor desempenho de Boulos por faixas de renda é no segmento acima de dez salários. Nesse público, o candidato do PSOL tem 21%, mas perdeu sete pontos em relação à pesquisa anterior. Quem mais cresceu foi Márcio França: de 6% para 12%. E Russomanno perdeu quatro pontos (9% para 5%).

Bruno Covas torce para enfrentar Celso Russomanno ou Guilherme Boulos no segundo turno, pois o tucano derrotaria Russomanno (57% a 27%) e Boulos (54% a 32%) por larga vantagem. Embora Covas também derrote França, o embate seria mais equilibrado: 48% a 32%.