Fachada do Palácio do Planalto. Foto: Pedro França/Agência Senado

Mais uma divergência entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores. Bolsonaro desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, quanto à compra de 46 milhões de doses da vacina Coronavac, produzida em parceria pelo laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, de São Paulo. A aquisição havia sido anunciada pelo próprio Ministério da Saúde no dia 19 passado. O presidente ficou contrariado com o palanque dado ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ao longo do acordo.

Também chamaram a atenção os rumores sobre a possibilidade de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumir um ministério no governo Bolsonaro. Mais uma vez, hipóteses sobre recriação de pastas que foram incorporadas pelo Ministério da Economia circularam na imprensa. A equação não é simples. Apesar de agradar ao mundo político, a ida de Maia para o governo desagrada à ala ideológica que apoia Bolsonaro.

A troca de farpas entre os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, aparentemente foi contornada. Ramos acusou Salles de esticar a corda com a ala militar do governo na questão da preservação do meio ambiente.

No Senado, gerou alívio o fato de o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) ter se licenciado do cargo. Alvo da Polícia Federal, que investiga desvio de recursos no combate ao coronavírus, o senador foi encontrado com R$ 30 mil na cueca. O afastamento do senador, que foi exonerado do cargo de líder do governo, evitou um potencial atrito entre STF e Legislativo, além do incômodo dos demais senadores em analisar a decisão do STF.

No Senado, o governo conseguiu aprovar indicações para as agências reguladoras, assim como a primeira indicação de Jair Bolsonaro para o STF (Kassio Marques) e a do ministro Jorge Oliveira (da Secretaria-Geral) para o Tribunal de Contas da União (TCU).

Frente aos eventos da semana passada, as tendências são:

A) Impeachment: mantemos em 10%, com viés neutro.

B) Ruptura institucional: mantemos em 5%, com viés neutro.

C) Violência política: mantemos em 10%, com viés neutro.

 


*Análise Arko – Esta coluna é dedicada a notas de análise do cenário político produzidas por especialistas da Arko Advice. Tanto as avaliações como as informações exclusivas são enviadas primeiro aos assinantes. www.arkoadvice.com.br