Foto: Arquivo Agência Brasil

Terão início, ainda neste mês de setembro, os estudos para a desestatização do Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Está previsto que o leilão, para a venda à iniciativa privada, ocorra no fim do primeiro semestre de 2022.

A fase de estudos consiste em levantar informações para a melhor caracterização do porto e da Autoridade Portuária de Santos (SPA), em paralelo com conversas com a comunidade portuária. Serão consideradas todas as sugestões de solução apresentadas para a construção de uma proposta preliminar, que terá ampla discussão pública.

O projeto foi qualificado no âmbito do Programa de Parcerias e Investimentos do Governo Federal em agosto de 2019. Após uma etapa de planejamento e avaliação da viabilidade de realização desses estudos, foram iniciadas as tratativas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para sua contratação.

Em agosto deste ano, o BNDES concluiu a seleção do consórcio de consultores que atuarão no assessoramento técnico do projeto e, neste mês de setembro, foi realizada a reunião inicial do projeto. Após o término da fase atual, será iniciada a etapa de discussão pública, com apresentação da primeira proposta contemplando modelagem, investimentos e regras de negócio. Isso se dará em setembro de 2021, com a abertura das audiências públicas.

O Porto de Santos conquistou no mês de agosto a melhor marca de toda a série histórica ao movimentar 13,7 milhões de toneladas, alta de 13,6% sobre o mesmo mês de 2019 e 1,8% acima do recorde anterior, registrado em julho último, quando operou 13,5 milhões de toneladas. É a sétima vez no ano que o Porto quebra um recorde para um mês específico, depois de registrar em fevereiro, março, abril, maio, junho e julho os melhores desempenhos para esses meses da sua história. Os embarques avançaram 20,8%, para 10,6 milhões de toneladas, e os desembarques recuaram 5,2%, para 3,2 milhões de toneladas.

O resultado de agosto elevou o acumulado do ano para 97,8 milhões de toneladas, desempenho 10,2% acima do recorde anterior para o período obtido em 2018 (88,8 milhões de toneladas) e 10,7% acima de 2019 (88,4 milhões de toneladas).

O movimento de carga geral solta no acumulado do ano decresceu 3,1%, somando 3,5 milhões de toneladas. A carga geral conteinerizada apresentou queda nesse período de 0,3%, somando 2,7 milhões TEU.