Foto: World Economic Forum/Ciaran McCrickard

A chanceler alemã, Angela Merkel, manifestou sua insegurança e disse ter sérias dúvidas sobre o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, por conta, segundo ela, da crise ecológica existente na floresta amazônica.

A Alemanha não é o primeiro país a questionar a situação ecológica e colocá-la como um empecilho para a ratificação do acordo. Anteriormente, os parlamentos da Áustria e da Holanda o rejeitaram sob a mesma justificativa. A Alemanha era um dos grandes promotores desse acordo. Os comentários feitos por seu governo na sexta-feira (21) aumentam o peso das críticas do lado europeu.

O acordo se encontra, atualmente, na etapa de tradução para todas as línguas oficiais da UE, após a conclusão de sua revisão jurídica. Essa etapa deve ser concluída até outubro.

O acordo de livre comércio foi assinado no ano passado entre a UE e o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), mas para ser validado definitivamente ainda deve ser ratificado por todos os parlamentos nacionais, o que ainda não ocorreu.

Após 20 anos de negociações, a UE e os países do Mercosul chegaram, no ano passado, a um princípio de acordo comercial. O bloco sul-americano busca sua entrada em vigor o quanto antes.