Foto: Lissa de Paula

O Ministério Público do Espírito Santo (MP-ES) entrou na Justiça contra a ativista política Sara Giromini, mais conhecida pelo nome Sara Winter, por ter divulgado os dados pessoais da menina de 10 anos que engravidou após ser estuprada e iria realizar um aborto legal em Recife.

Sara Giromini publicou, no último domingo (16), um vídeo informando o nome e o hospital onde a menina estava e onde realizaria o procedimento, convocando seus seguidores à protestarem em frente ao hospital. Conforme a lei, a exposição de menor de idade é crime e o caso da criança corria em segredo de justiça.

O Ministério Pública afirma que Sara teve acesso, de forma ilegal, às informações do caso e apresentou uma Ação Civil Pública pedindo que a ativista seja condenada a pagar pagar R$ 1,3 milhão a título de dano moral coletivo — o dinheiro, em caso de condenação, será revertido ao Fundo de Direitos da Criança e do Adolescente de São Mateus, no Espírito Santo.

O autor da ação, o promotor Fagner Cristian Andrade Rodrigues, afirma que criança e a família dela foi exposta e foi uma frontal ofensa a toda ordem jurídica protetiva da criança e do adolescente.