Foto: Marcos Corrêa/PR

A pesquisa PoderData sobre a disputa presidencial de 2022 divulgada nesta quinta-feira (6) aponta que o presidente Jair Bolsonaro teria 38% das intenções de voto, 24 pontos percentuais a mais que o segundo colocado, Fernando Haddad (PT), que registra apenas 14%.

Haddad está numericamente à frente do ex-ministro Sergio Moro, que tem 10%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, eles estariam tecnicamente empatados.

O terceiro colocado é Ciro Gomes (PDT) com 6% das intenções de voto. O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) registra 5%. O governador de São Paulo (SP), João Doria (PSDB), soma 4%. E o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), aparece com 3%. Brancos, nulos e indecisos somam 20%.

No cenário testado pelo DataPoder, Haddad e Moro disputariam uma vaga no segundo turno contra Bolsonaro. Hoje, uma nova disputa com Haddad seria o cenário mais provável devido a lembrança positiva que uma parcela do eleitorado ainda tem do lulismo.

Além disso, tanto Bolsonaro quanto o PT têm interesse em tirar Moro do jogo, o que sugere dificuldades para o ex-ministro numa hipotética campanha.

A sondagem mostra também um esvaziamento do centro – nenhum dos nomes desse campo mostra competitividade.

Nota-se que a política tradicional segue em crise, pois tanto Bolsonaro quanto Moro são nomes ligados ao anti-establishment e hoje somariam juntos 48% das intenções de voto.

Segundo turno: Bolsonaro empataria com Moro e venceria Haddad

Em um eventual segundo turno, o adversário mais forte de Jair Bolsonaro é o Sergio Moro. Num hipotético confronto entre eles, haveria um empate: 41% das intenções de voto para cada um. Brancos, nulos e indecisos contabilizam 18%.

Contra Fernando Haddad, Bolsonaro venceria com larga vantagem: 42% a 34%. Brancos, nulos e indeciso somam 24%.

Embora a sucessão de 2022 ainda esteja distante, a pesquisa mostra que o presidente Jair Bolsonaro é o favorito caso a disputa ocorresse hoje.

Entretanto, o empate técnico com Moro na simulação de segundo turno mostra que, caso apareça uma alternativa de centro dissociada das esquerdas e da política tradicional, que rompa a polarização bolsonarismo x PT, a disputa seria mais difícil para o presidente.