Foto: Govesp

O governador de São Paulo (SP), João Doria (PSDB), anunciou uma mudança nas regras do Plano SP, que define os níveis de abertura das atividades no estado, restritas desde março em função da pandemia da Covid-19, que, na prática, facilita a retomada.

Doria chamou a mudança de “calibragem técnica” e afirmou que “o objetivo é aprimorar o plano para torná-lo mais eficiente e adequado à realidade que vivemos na pandemia.”

Com as novas regras, para passar à fase verde, menos restrita, será preciso ter no máximo entre 70% e 75% dos leitos ocupados (a porcentagem exata deve ser definida na terça-feira), e não mais 60%, como era antes e motivo de queixas de prefeitos (que reclamavam que isso obrigava as cidades a manterem unidades ociosas).

Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, para chegar à fase verde, porém, é preciso ter até 40 internações por 100 mil habitantes e 5 mortes a cada 100 mil habitantes.

Na última atualização, três regiões do estado evoluíram para fases mais brandas, e nenhuma teve as regras endurecidas. As cidades de Campinas e Araçatuba passaram da fase vermelha para laranja e Araraquara passou da laranja para a amarela.

Havia uma expectativa de que, com a mudança nas regras, a capital paulista poderia passar para a fase verde com as novas regras do Plano SP, o que permitiria uma maior liberação das atividades.

Segundo Patricia Ellen, porém, a capital não atende aos números máximos estabelecidos de internações e mortes, o que não permitiria essa evolução.

Após inicialmente adotar uma série de medidas bastante restritivas de isolamento social, o que provocou fortes embates com o presidente Jair Bolsonaro, o governador João Doria, tem se mostrado mais sensível as pressões do setor empresarial.

Embora Doria não tenha abandonado a preocupação com o avanço da pandemia e preservação de vidas, a queda de arrecadação registrada por estados e municípios, o que aumenta a pressão dos prefeitos sobre o governador por se tratar de ano eleitoral, assim como o crescimento do desemprego e a perda de eventos importantes tem levado Doria a buscar um maior equilíbrio entre saúde e economia no gerenciamento da atual crise.