Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

No segundo trimestre deste ano, a Petrobras reverteu o lucro que obteve no mesmo período do ano passado, de R$ 18,9 bilhões, e registrou um prejuízo líquido de R$ 2,71 bilhões. O valor, no entanto, é uma melhora em comparação com o primeiro trimestre de 2020. Diante da crise causada pelo novo coronavírus, a companhia teve um prejuízo recorde: R$ 48,5 bilhões nos três primeiros meses do ano.

Um dos fatores que aliviaram a perda da empresa foi a decisão da Justiça federal que permitiu à empresa reaver até R$ 10,9 bilhões em impostos. A decisão foi tomada em favor da companhia em um processo que visava reaver contribuições de PIS e Cofins cobradas além do devido, pela inclusão do ICMS na base de cálculo em outubro de 2001.

A ausência de impairments, ou seja, de elementos que reduzam o valor recuperável de bens ativos também surtiu um efeito positivo no saldo. Além disso, a Petrobras reduziu as despesas em 89% em comparação ao primeiro trimestre.

Por outro lado, a empresa afirma que o prejuízo foi causado não apenas pelas medidas de distanciamento social impostas durante a pandemia, que resultaram em uma redução de 8% no volume de vendas, mas também pela cotação do petróleo tipo Brent. Em comparação com os três meses anteriores, o Brent caiu 29%, tendo o valor de seus barris reduzido de US$ 65 para US$ 19 na demanda global.