Foto: The Wall Street Journal/Divulgação

O presidente dos Estados Unidos anunciou nesta semana que irá retomar as participações nas entrevistas coletivas a respeito dos briefings de resposta à pandemia do novo coronavírus.

Além disso, Trump havia se recusado a usar máscaras desde o início do surto de Covid-19, apesar da recomendação dos infectologistas. A primeira vez que usou uma máscara em público foi no dia 11 de julho, durante uma visita ao hospital militar Walter Reed.

Nessa semana, tuitou uma foto em que está usando o equipamento de protação e disse “Nós estamos unidos em nossos esforços para derrotar o Vírus Invisível da China, e muitas pessoas dizem que é Patriótico usar uma máscara quando você não pode se distanciar socialmente. Não há ninguém mais Patriótico do que eu, seu Presidente favorito!”.

A nova narrativa chega em menos de quatro meses da eleição presidencial, a qual Trump tenta reeleição, que será no dia 3 de novembro. As últimas pesquisas indicaram uma queda significativa na aprovação do atual presidente, que apareceu atrás do rival Joe Biden, ex-vice-presidente do partido Democratas. A maior preocupação dos eleitores, segundo as pesquisas, é a condução e enfrentamento da pandemia, que já registra mais de 144 mil vítimas fatais da doença no país norte-americano.

A tentativa de Trump de alterar sua atitude é uma forma de reanimar sua campanha, atrair eleitores e evitar uma derrota. O cientista político Todd Belt, professor da Universidade George Washington, afirmou que Trump “está vendo sua aprovação despencar, e (pesquisas que mostram que) as pessoas confiam mais em Joe Biden do que nele para enfrentar a pandemia. Sabe que precisa fazer algo para reverter isso”.

Pesquisa divulgada pelo jornal The Washington Post e a rede de TV ABC mostra que 38% dos americanos aprovam a condução de Trump frente a crise do coronavírus. Em maio, a aprovação era de 46% e em março, mais da metade da população o apoiava. O percentual que desaprova a atuação do mandatário saltou de 45% para 60%.