Foto: Adriano Machado/Reuters

Conselheiros do presidente Jair Bolsonaro têm reafirmado que, para ter boas chances de reeleição em 2022, o mandatário deve se afastar do núcleo de aliados mais radicais.

O aconselhamento é semelhante ao movimento que o ex-presidente Lula fez no início de seu governo, em que a ala mais radical do PT fez oposição a reforma da Previdência e, posteriormente, acabou deixando o partido para fundar o PSOL.

Com a votação do Fundo Nacional de Educação Básica (Fundeb) nesta terça-feira (21), a percepção de que o pragmatismo político pode ser uma boa estratégia aumentou. No primeiro turno, por exemplo, apenas sete deputados votaram contra a proposta, todos bolsonaristas.

A decisão de Bolsonaro a respeito do conselho ainda é incerta. Isso porque a ala mais conservadora dos seus apoiadores, que tem acesso direto ao seu filho Carlos Bolsonaro, é muito influente.