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O eurodeputado Jordi Cañas, relator do acordo entre a União Europeia e o Mercosul no Parlamento Europeu, vem tentando fazer com que o acordo seja ratificado por todos os países dos dois blocos. No entanto, desde os incêndios de 2019 na Amazônia, o Brasil se tornou um alvo de críticas internacionais, sobretudo sobre a gestão ambiental do governo Bolsonaro.

Meses depois, a declaração do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre “passar a boiada” durante a pandemia para relaxar regras ambientais foi outro revez para o acordo. Dezenas de parlamentares europeus assinaram uma carta em junho, em que criticavam as políticas ambientais do Brasil. A Áustria e a Holanda aprovaram moções locais contrárias à ratificação do acordo.

Em entrevista à BBC News Brasil, Cañas afirmou mais de uma vez que “O Brasil não é Bolsonaro. Bolsonaro é presidente, Brasil é um país”, fazendo referência de que o tratado é entre países e não entre governos, uma vez que os efeitos a longo prazo serão sentidos para além do governo atual. Para o eurodeputado, é preciso avaliar o que o acordo representa para os dois blocos: uma associação estratégica que gera vínculo transatlântico em todos os prazos e níveis, tanto político quanto comercial, social, econômico e humano. Por isso, é necessário dissociá-lo de situações políticas.