Foto: Divulgação/Harvard

Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), muitas instituições têm voltado suas pesquisas para conhecer a doença e desenvolver vacinas e minimizar seus efeitos. O Centro de Tecnologia e Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que desenvolve kits de diagnóstico para doenças virais, desde o mês de março vem trabalhando no reconhecimento sorológico e molecular do novo coronavírus.

O trabalho desenvolvido pelo CTVacinas tem sido executado em três linhas: apoio ao diagnóstico – com testes moleculares feitos para a população –, desenvolvimento de novos testes sorológicos e pesquisa para elaboração de uma vacina contra a Covid-19.

Flávia Fonseca Bagno, doutoranda em microbiologia, é bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e uma das pesquisadoras da equipe do laboratório de testes sorológicos. Ela trabalha na seção de imunoquímica, que envolve desde a produção do insumo para os testes, até a padronização do teste conhecido como kit Elisa (Ensaio de Imunoabsorção Enzimática, do inglês Enzyme Linked Immunosorbent Assay) para detecção de anticorpos contra o Sars-CoV-2. O tipo de Elisa usado pela equipe é capaz de detectar se as pessoas já entraram em contato com vírus e, consequentemente, produziram anticorpos específicos contra ele.

A pesquisadora contou que os seus testes estão passando pelas etapas iniciais: “Nesse processo, são avaliados parâmetros como repetitividade, reprodutibilidade e estabilidade do teste, além da ação de possíveis interferentes”, explicou.

Após essa fase, o grupo espera transferir a tecnologia de produção do kit em larga escala para que este possa ser fabricado em laboratórios clínicos e de pesquisa, ajudando no diagnóstico e no controle da pandemia.

Fonte: Ministério da Educação