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A balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,653 bilhão e corrente de comércio de US$ 6,966 bilhões, na terceira semana de junho deste ano com exportações no valor de US$ 4,31 bilhões e importações de US$ 2,656 bilhões. Ainda segundo os dados divulgados nesta segunda-feira (22) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, as exportações totalizam, no ano, US$ 96,742 bilhões e as importações, US$ 76,377 bilhões, com saldo positivo de US$ 20,366 bilhões e corrente de comércio de US$ 173,119 bilhões.

Quanto à análise do mês, as exportações sofreram queda de 9,9%, ao comparar a média diária até a terceira semana de junho deste ano (US$ 873,22 milhões) com a de junho do último ano (US$ 968,74 milhões). Isso porque houve um decréscimo nas vendas na indústria extrativa (-24,3%) e de produtos da indústria de transformação (-18,3%). Contudo, subiram as vendas em agropecuária (+30,2%).

Essa baixa nas exportações também é explicada pela diminuição nas vendas dos seguintes produtos da indústria extrativista: óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, crus (-39,3%); minério de ferro e seus concentrados (-13,8%); minérios de cobre e seus concentrados (-26,1%); minérios de alumínio e seus concentrados (-26,3%) e outros minérios e concentrados dos metais de base (-1,8%).

No que diz respeito aos produtos da indústria de transformação, a diminuição nas exportações justifica-se, sobretudo, por carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas (-36,0%); aeronaves e outros equipamentos, incluindo suas partes (-81,4%); veículos automóveis de passageiros (-35,7%); farelos de soja e outros alimentos para animais, excluídos cereais não moídos, farinhas de carnes e outros animais (-21,8%); e produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço (-30,3%).

Já nas importações, a média diária até a terceira semana de junho deste ano (US$ 530,78 milhões) foi 22,6% inferior à média de junho de 2019 (US$ 685,72 milhões). Nessa comparação, percebe-se uma baixa nos gastos, em especial com agropecuária (-14,2%), com a indústria extrativa (-2,1%) e com produtos da indústria de transformação (-24,3%). Essa queda deve-se, principalmente, à diminuição nos gastos com a compra dos seguintes produtos da indústria de transformação: óleos combustíveis de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (-53,5%); veículos automóveis de passageiros (-70,5%); partes e acessórios dos veículos automotivos (-54,5%); torneiras, válvulas e dispositivos semelhantes para canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e outros recipientes (-66,3%); e veículos automóveis para transporte de mercadorias e usos especiais ( -63,1%).

Quanto à agropecuária, o decréscimo nas importações foi causado pela queda de compras com pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado (-52,5%); látex, borracha natural, balata, guta-percha, guaiúle, chicle e gomas naturais (-59,0%); frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas (-33,0%); milho não moído, exceto milho doce (-96,2%); e Cevada, não moída ( -32,5%).

A baixa nas importações foi impulsionada também pela queda nas compras com os seguintes produtos da indústria extrativa: carvão, mesmo em pó, mas não aglomerado (-27,5%); gás natural, liquefeito ou não (-20,6%); outros minérios e concentrados dos metais de base (-52,4%); outros minerais em bruto (-13,1%) e minérios de alumínio e seus concentrados ( -95,2%).