Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na última quarta-feira (10), o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) em junho passou a se afastar dos seus momentos mais críticos, verificados em maio deste ano e no auge da crise entre 2015 e 2016.

Em junho deste ano, o indicador saltou de 34,7 pontos para 41,2 pontos, em uma escala de 0 a 100. A metodologia aponta que os 50 pontos marcam uma linha divisória entre confiança e falta de confiança, ou seja, quanto mais abaixo de 50 pontos, maior e mais disseminada é a falta de confiança.

A razão do incremento do índice deve-se à melhora nas expectativas do empresário para os próximos seis meses, que teve uma alta de 8,4 pontos e aumentou para 47,8 pontos. Contudo, a avaliação para o momento atual segue muito ruim. O Índice de Condições Atuais ascendeu 2,7 pontos e chegou a 27,7 pontos entre maio e junho deste ano.

De acordo com o gerente-executivo de Economia da CNI, Renato da Fonseca, o crescimento do ICEI, embora positivo, indica uma reavaliação do pessimismo que tomou conta do empresariado no início da crise, fase de elevada incerteza. Mas a confiança permanece baixa, o que demonstra tanto a severidade da crise quanto a incerteza que ainda persiste e a pouca eficácia das medidas do governo para prover capital de giro às empresas. Soma-se a isso, segundo Fonseca, a preocupação com a dificuldade de acesso a crédito, fator esse que contribui igualmente para a falta de confiança.

A CNI afirma que é normal uma reavaliação das expectativas após uma forte queda como a registrada em abril (34,5 pontos) e, portanto, essa melhora ainda não pode ser vista como o início de uma tendência de alta.