Foto: Olivier Hoslet/EFE

No intuito de tentar reverter o posicionamento ao acordo Mercosul-União Europeia, firmado há quase um ano, o governo brasileiro entrará em contato com congressistas dos países que estão contrários ao assunto. Essa postura faz parte da nova estratégia de exercer a diplomacia parlamentar, para melhorar a imagem do Brasil no exterior.

Nas últimas semanas, os congressistas holandeses se posicionaram contrários ao acordo, utilizando como argumento a falta de respeito do governo brasileiro em relação a medidas ambientais. Outros países que estão se opondo são: França, Áustria, Bélgica e Luxemburgo.

Firmado no fim de junho de 2019, o acordo entre o Mercosul e a UE corresponde a um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 19 trilhões e um mercado de 750 milhões de pessoas, com US$ 101,6 bilhões de comércio bilateral e impacto significativo para a indústria brasileira. O tratado reduz, por exemplo, de 17% para zero as tarifas de importação de produtos brasileiros, a exemplo de calçados, e aumenta a competitividade de bens industriais em setores como têxtil, químicos, autopeças, madeireiro e aeronáutico.

De acordo com estimativas do Ministério da Economia, o acordo representará um incremento do PIB brasileiro de US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$ 125 bilhões se consideradas a redução das barreiras não-tarifárias e o incremento esperado na produtividade total dos fatores de produção. O aumento de investimentos no Brasil, no mesmo período, será da ordem de US$ 113 bilhões.