Foto: Paulo Whitaker/Reuters

Pela primeira vez desde a sua concepção, em decorrência do isolamento social outorgado pela pandemia da Covid-19, os presidentes dos países integrantes do Mercosul farão sua reunião de cúpula semestral do bloco de forma virtual.

O encontro seria realizado em Encarnación, no Paraguai, que exerce a presidência rotativa do bloco neste primeiro semestre de 2020, mas, por conta da pandemia, o encontro foi substituído por uma teleconferência, a ser realizada em 2 de julho.

A reunião online adia mais uma vez o encontro entre os presidentes do Brasil e da Argentina, que tiveram desencontros por conta de agendas externas e atritos políticos causados por suas distintas ideologias de governo. Além disso, esse encontro servirá para a Argentina explicar melhor sua retirada de todas as negociações de acordos comerciais com parceiros externos, conforme anunciado por Alberto Fernández.

A Casa Rosada se comprometeu somente a honrar os acordos de livre comércio com a União Europeia e com o EFTA (Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein), o que repercutiu negativamente na própria Argentina. Agora, os argentinos falam em “acordos com velocidades diferentes” com cada integrante do bloco, podendo eliminar tarifas de importação à sua maneira.