Foto: Adriano Machado/Reuters

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou em declaração entregue à Polícia Federal nesta quinta-feira (4), que mantém seus argumentos contra a China, utilizados em uma postagem no Twitter que deu início à investigação.

Weintraub não respondeu às perguntas dos investigadores e entregou um depoimento por escrito, com suas considerações sobre o caso. Ele sustentou a ideia de que o Partido Comunista da China teve participação na suposta “criação” do coronavírus. A publicação foi considerada racista, o que o ministro refutou.

O texto publicado dizia “Geopolíticamente, quem podeLá saiL foLtalecido, em teLmos Lelativos, dessa cLise mundial? PodeLia seL o Cebolinha? Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo? SeLia o Cascão ou há mais amiguinhos?”, fazendo alusão ao suposto “sotaque” que “costuma ser associado à fala de povos orientais”.

O Supremo Tribunal Federal autorizou o início da investigação. O ministro Celso de Mello atendeu o pedido da Procuradoria-Geral da República e autorizou a instauração de inquérito. A Polícia Federal tem 90 dias para realizar as diligências.