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A Polícia Federal (PF) cumpriu 29 mandados de busca e apreensão no inquérito das Fake News, que é comandado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Foram alvos das PF o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), o empresário Luciano Hang, o blogueiro Allan dos Santos e o deputado estadual em São Paulo, Douglas Garcia (PSL).

Os quatro alvos da PF são aliados do presidente da República, Jair Bolsonaro. A operação deve gerar reações tanto de Bolsonaro quanto dos investigados, assim como de demais integrantes do bolsonarismo.

O avanço do inquérito das Fake News é mais um componente em que contribuirá para manter a temperatura do clima político elevada, podendo gerar novos embates entre o Palácio do Planalto e o STF. Aberto em março do ano passado por ordem do presidente do Supremo, ministro Dias Toffoli, o inquérito é relatado por Moraes.

Vale lembrar que ontem (26), o ministro Alexandre de Moraes cobrou explicações do ministro da Educação, Abraham Weintraub, sobre declaração feita na reunião ministerial de 22 de abril. A decisão de Moraes foi feita no âmbito do inquérito que investiga ameaças, ofensas e fake news disseminadas contra integrantes da Corte e seus familiares.

“Diante do exposto, DETERMINO que Abraham Weintraub, atualmente exercendo o cargo de Ministro da Educação, seja ouvido pela Polícia Federal, no prazo máximo de 5 (cinco) dias para prestar esclarecimentos sobre a manifestação acima destacada”, determinou Moraes.

“Eu, por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”, disse Weintraub, na reunião, segundo vídeo, divulgado na sexta-feira, 22, por decisão judicial do decano da Corte, Celso de Mello.

Há informações que deputados federais também poderão ser ouvidos, como Bia kicis (PSL-DF) e Carla zambelli (PSL-SP).